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Meteorologia

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Boletim meteorológico: previsão do tempo para a semana | Previsão do Tempo - Tempo OK

17 de março de 2026 – A semana será marcada por temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, com destaque para uma onda de calor na região Sul e tempo mais estável no interior do país. Ao mesmo tempo, a chuva permanece concentrada entre o Norte e parte do Centro-Oeste, enquanto o Sudeste registra precipitações mais isoladas.

Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK, afirma que o padrão atmosférico da semana reforça o contraste entre as regiões do país. “Observamos um cenário de temperaturas elevadas no Sul e em parte do interior do Brasil, enquanto a chuva permanece mais concentrada no Norte e em áreas do Centro-Oeste. No Sudeste, a precipitação ocorre de forma mais irregular e associada principalmente ao aquecimento ao longo do dia”, explica.

Sul

A região Sul enfrenta uma onda de calor ao longo da semana, com temperaturas significativamente acima da média climatológica.

No Rio Grande do Sul, os termômetros devem variar entre 30°C e 35°C, cerca de 5°C acima da média para o período. Já em Santa Catarina e no Paraná, as máximas ficam entre 29°C e 32°C, também com valores até 5°C acima da média.

A atmosfera mais estável favorece volumes menores de precipitação, mantendo tempo mais firme na maior parte da região ao longo dos próximos dias.

Sudeste

No Sudeste, as temperaturas também permanecem elevadas, especialmente em áreas do interior. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as máximas devem variar entre 28°C e 31°C, podendo ficar até 3°C acima da média climatológica.

A chuva ocorre de forma mais irregular e dependente doaquecimento diurno, com maiores acumulados previstos no Espírito Santo e no norte de Minas Gerais. Em outras áreas da região, a tendência é de períodos de sol intercalados com pancadas isoladas.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o calor também se destaca durante a semana, com temperaturas elevadas em Mato Grosso do Sul, dentro da faixa entre 28°C e 31°C.

A chuva permanece presente em vários momentos, favorecida pela umidade vinda da Amazônia, com possibilidade de temporais isolados, principalmente em áreas do norte de Mato Grosso do Sul e sul de Goiás.

Norte

A região Norte continua concentrando os maiores volumes de chuva do país durante a semana. A precipitação permanece mais organizada, influenciando principalmente as bacias dos rios Madeira, Tocantins, Araguaia e Xingu.

As instabilidades podem ocorrer em forma de pancadas frequentes e localmente intensas, típicas do período chuvoso na região.

Nordeste

No Nordeste, a tendência é de tempo predominantemente firme na maior parte da região, com menor ocorrência de chuva em comparação ao Norte e ao Centro-Oeste.

Além disso, o gradiente de pressão no Atlântico tropical permanece fraco, o que resulta em ventos menos intensos, cenário considerado desfavorável para a geração de energia eólica em parte da região.

Acumulado de chuva e temperatura máxima entre os dias 16 e 21 de março. Modelos TOK10 e CFS média, respectivamente.

Sistema Cantareira registra recuperação

As chuvas recentes no Sudeste contribuíram para a elevação do nível do Sistema Cantareira, que voltou a registrar o maior volume útil desde junho de 2025.

Dados de monitoramento indicam que o principal sistema de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo atingiu cerca de 42% da capacidade em 16 de março de 2026.

O histórico recente mostra que o Cantareira iniciou março de 2025 com aproximadamente 58% de volume útil, mas sofreu queda gradual ao longo do período seco do ano passado, com níveis próximos de 20% no fim da primavera, momento de maior pressão sobre os reservatórios.

As precipitações mais significativas ocorreram em fevereiro deste ano, contribuindo diretamente para a recuperação observada agora em março.

De acordo com Maria Clara, apesar da recuperação recente, o cenário ainda exige atenção. “A elevação do nível do Cantareira é um sinal positivo, principalmente após o período seco do ano passado. No entanto, o sistema ainda permanece abaixo dos níveis observados no início do outono de 2025 e a evolução dependerá do comportamento das chuvas nas próximas semanas”, destaca.

O Sistema Cantareira abastece milhões de pessoas na Grande São Paulo e em cidades do interior, sendo um dos principais indicadores da segurança hídrica da região.

Volume útil e acumulado de chuva no último ano, desde março de 2025, observado na região do Sistema Cantareira. Fonte: Sabesp