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CCM provoca rajadas e eleva risco de temporais no Sul e em parte do Centro-Oeste | Previsão do Tempo - Tempo OK

No começo desta quinta-feira (16), um CCM (Complexo Convectivo de Mesoescala) se formou entre a Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema foi responsável por provocar fortes rajadas de vento, granizo e muita trovoada, especialmente no oeste do Paraná e de Mato Grosso do Sul.
Acompanhe no vídeo abaixo a evolução do sistema nas primeiras horas desta quinta-feira. A animação das imagens de satélite é uma reprodução da Plataforma TOKview.

Evolução do CCM que provocou temporais na metade sul do país nesta quinta-feira (16). Fonte: Plataforma TOKview.

Atenção redobrada!

Segundo a meteorologista da Tempo OK – Meteorologia, Nadja Marinho Batista, áreas de chuva ganham força e se expandem pelos estados da região Sul, impulsionadas pela propagação de um Complexo Convectivo de Mesoescala.

“O sistema traz pancadas intensas, rajadas de vento e eventual queda de granizo”, afirma a meteorologista.

Há risco de tempestades severas no oeste do Paraná e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, com possibilidade de alagamentos em áreas urbanas e queda de energia elétrica em regiões mais atingidas.
Atenção para o sul de Goiás, onde o desenvolvimento de aglomerados convectivos eleva o risco de tempestades com descargas elétricas, ventania e granizo em vários municípios da região até a noite desta quinta-feira (16). As áreas mais atingidas, devem observar condições de mau tempo, com possível e transtornos nas áreas urbanas.

Quer saber mais detalhes sobre os CCMs? Descubra na leitura abaixo.

O CCM é um tipo de Sistema Convectivo de Mesoescala. Eles podem ocorrer em qualquer época do ano, sendo mais comuns entre a primavera e o verão no Centro-Sul do Brasil, mas também estão presentes durante todo o ano nas regiões mais equatoriais da América do Sul.

“Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) são grandes aglomerados de tempestades organizadas que se formam devido ao movimento vertical do ar em condições específicas de temperatura e umidade. Esses sistemas podem cobrir áreas extensas, variando na ordem de centenas de quilômetros, durar várias horas, e causar muitos raios, granizo e vendavais”, explica Sabrina Maria Custodio – meteorologista da Tempo OK – Meteorologia

Eles são responsáveis por uma parcela significativa da precipitação em diversas regiões e estão associados a eventos meteorológicos extremos, como:

  • Chuvas intensas;
  • Enchentes;
  • Granizo;
  • Descargas elétricas.

Formação e classificação dos SCMs

Os SCMs se formam devido ao movimento vertical do ar e às condições locais de temperatura e umidade. “Fatores como cavados em níveis médios e a divergência em altos níveis favorecem o desenvolvimento e a propagação dos CCMs, estimulando novas células convectivas que se somam às já existentes ou originam novas áreas de instabilidade”, afirma a meteorologista.

Existem diversos tipos de SCMs. No Brasil, destacam-se principalmente dois:

Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs): sistemas bem organizados, com critérios específicos de tamanho e duração mínima de 6 horas.

Linhas de Instabilidade (LIs): caracterizadas por alinhamentos de tempestades, geralmente acompanhadas de ventos fortes e precipitação intensa.

Esses sistemas são fenômenos de mesoescala, com dimensões entre 20 e 2000 km. Ocorrem em escalas temporais que variam de algumas horas a um dia.

Para ser classificado como CCM, o aglomerado de nuvens tem de seguir alguns critérios:

  • excentricidade (afastamento da borda em relação ao centro) do sistema tem de ser maior que 0,7.
  • Possuir uma área A com dimensão igual ou maior que 100.000km2 e temperatura de brilho igual ou inferior a -32°C e uma área B, com dimensão igual ou superior a 50.000km2 e temperatura de brilho igual ou inferior a -52°C.
  • o tempo de vida da cobertura de nuvens para a área A e B devem permanecer por pelo menos 6 horas.

A dissipação ocorre quando as áreas A e B deixam de atender simultaneamente aos critérios de tamanho e temperatura.

As condições atmosféricas necessárias para sua formação são:

  • Jato de Baixos Níveis (JBN) configurado em 850 hPa;
  • Cavado na troposfera média (500 hPa);
  • Difluência em altitude (250 hPa), podendo estar associada a Corrente de Jato.

Principais características

Na região Sul do Brasil, os CCMs tendem a se formar no final da tarde e início da noite, atingindo sua máxima extensão durante a madrugada. Os CCMs subtropicais geralmente se originam a leste dos Andes, em torno da latitude 25°S, sobre os vales dos rios Paraná e Paraguai.

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