O tempo segue mais molhado no Brasil nesta última semana de novembro, com chuva generalizada e temporais se tornando cada vez mais frequentes, fenômeno típico do final de primavera.
No Sul, a propagação de instabilidades associadas a um cavado favorece acumulados expressivos de chuva. Em apenas seis horas, houve registro de 132 mm no município de Luiz Alves, em Santa Catarina, onde a média mensal é de 159 mm. “Apesar desses choques de chuva, prevê-se uma trégua ao longo da semana em toda a Região Sul, em função da atuação de um sistema de alta pressão”, explica Nadja Marinho, meteorlogista da Tempo OK, principal empresa de meteorlogia do Brasil.
Já o litoral paulista se destaca pelo volume de precipitação, com 64 mm em seis horas em Peruíbe. A média mensal desse município é de 150 mm, e o acumulado do mês até o momento chega a 151,1 mm. As chuvas devem permanecer no município até a noite desta segunda-feira, com expectativa de continuidade de chuvas fracas até amanhã (25), impulsionadas pela circulação marítima.
Na costa do Sudeste, uma frente fria semi-estacionária, que persiste desde o fim de semana, continua ativa. Além disso, há um corredor de umidade entre o Norte e o Sudeste, que favorece a formação de aglomerados de nuvens do tipo Cumulonimbus, geralmente associados a temporais, especialmente no centro-norte do Tocantins. No entanto, a região possui poucas estações meteorológicas, e o acumulado em Palmas, capital do estado, chegou a apenas 22 mm até agora.
Segundo a meteorologista, a Bahia também registra instabilidades favoráveis a temporais isolados na faixa entre o sul-central e o oeste do estado. “Durante a semana, espera-se que a frente fria permaneça no sul da Bahia, e o canal de umidade siga ativo, mantendo a chuva, que pode ser pontualmente forte, entre o sul dos estados do Amazonas e do Pará, Tocantins, norte do Mato Grosso, Goiás e o oeste-sul da Bahia”, afrima Nadja.
- Fonte das estações meteorológicas: Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).