28 de outubro de 2025 – Entre terça-feira (28) e domingo (2), áreas de instabilidade ganham força sobre o Centro-Sul do Brasil e devem provocar chuva em várias regiões.
Até quarta-feira (29), a passagem de uma frente fria pelo Sul e Sudeste favorece pancadas de chuva, que podem ser moderadas em pontos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais.
Nova frente fria
Entre quarta (29) e sábado (1°), uma nova frente fria avança pelo oceano, mantendo o tempo instável em parte do Sudeste, especialmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto o Sul volta a ter períodos de tempo firme, com apenas chuvas rápidas e isoladas.
Entre a tarde de sábado (1) e a manhã de domingo (2), as condições voltam a se intensificar, com previsão de temporais entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e parte do Sudeste, incluindo São Paulo e Minas Gerais. A combinação de calor, umidade e ventos em altos níveis pode provocar chuvas fortes, raios, rajadas de vento e risco de tempestades mais organizadas.
Por causa da maior presença de nuvens e da passagem frequente desses sistemas, as temperaturas devem seguir amenas no Centro-Sul do país nos próximos dias. Já no Norte, as chuvas continuam isoladas e típicas da época, associadas ao calor e à umidade da região.
Impactos da previsão do tempo no setor agrícola
O frio no Rio Grande do Sul tem atrasado o desenvolvimento das lavouras, que estão se desenvolvendo de forma mais lenta. Além disso, o solo permanece encharcado devido à demora na secagem, o que dificulta o plantio da soja e a colheita do trigo.

Umidade do solo (%) entre os dias 28 de outubro e 02 de novembro de 2025. Fonte: modelo TOK-10. Rodada: 28/10/2025.
O excesso de chuva previsto para Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo pode interromper temporariamente a colheita da cana-de-açúcar nessas regiões.
No sul de Minas Gerais, a previsão é de chuvas mais intensas, o que deve favorecer o desenvolvimento das lavouras de café.
Já na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), as chuvas seguem irregulares, dificultando o plantio da soja. Situação semelhante ocorre em Mato Grosso e Goiás, onde a irregularidade das precipitações também compromete o ritmo do plantio.