Sob a influência de uma área de alta pressão grande parte do Brasil enfrentou altas temperaturas e tempo seco prolongado ao longo dessa semana. A consequência direta foi o predomínio de dias ensolarados, baixos índices de umidade relativa do ar e temperaturas significativamente acima da média para o inverno, efeito que também elevou os termômetros na Região Sul.
O Centro-Oeste brasileiro tem sido a região mais afetada por esse calor intenso, registrando marcas próximas dos 40°C. Os maiores picos nacionais foram observados em Mato Grosso, com Santo Antônio do Leverger (40,4°C) e Cuiabá (40,2°C) no topo do ranking. Em Mato Grosso do Sul, o município de Corumbá destacou-se ao atingir 39,9°C na última segunda-feira (17), ocupando a terceira maior marca do país, além dos 38,9°C registrados na região do Nhumirim.
Esse cenário de calor intenso, combinado à estiagem prolongada e à vegetação ressecada, eleva significativamente o risco de incêndios florestais.
A manutenção dessas condições meteorológicas exige atenção contínua para o monitoramento ambiental e ações preventivas, especialmente nos setores agropecuário e de logística que operam nas áreas mais atingidas.
Previsão indica avanço de ciclone extratropical e queda de temperatura no Sul e Sudeste
Um alerta meteorológico aponta onda de calor entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Paraná, entre os dias 16 e 21/08, as temperaturas devem variar entre 25°C no leste e 37°C no noroeste do Estado, pelo menos 8°C acima da média. Em São Paulo, entre 16 e 22/08, os valores ficam entre 28°C no leste e 39°C no noroeste do Estado, também pelo menos 8°C acima da média.
Em Minas Gerais, entre 15 e 23/08, as marcas variam entre 28°C no sul e 35°C no Triângulo Mineiro, igualmente pelo menos 8°C acima da média. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas ficam entre 33°C e 37°C, até 6°C acima da média, enquanto em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso os valores variam entre 36°C e 42°C, até 8°C acima da média.
O avanço da onda de calor também foi destaque em participação de Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK – Meteorologia, no programa THA com Tudo, da TH+ Record. Na entrevista, a meteorologista explicou que o ciclone extratropical em formação no Sul do país é acompanhado por uma combinação de massas de ar frio e quente, o que ajuda a intensificar o contraste entre as temperaturas elevadas registradas nos últimos dias e a queda brusca prevista para os próximos.
Confira a reportagem completa: https://www.youtube.com/live/TPWB7Vys43w?t=1270s
Segundo a especialista, os valores observados nesta semana estão bem acima do esperado para o inverno, reforçando a necessidade de acompanhar a evolução do sistema, que deve provocar mudanças significativas no tempo em diferentes regiões do país.
A combinação de elevada temperatura, baixa umidade relativa do ar e ventos fortes aumenta a chance de formação e propagação de queimadas em todos os Estados.

Segundo a especialista, os valores observados nesta semana estão bem acima do esperado para o inverno, reforçando a necessidade de acompanhar a evolução do sistema, que deve provocar mudanças significativas no tempo em diferentes regiões do país.
A combinação de elevada temperatura, baixa umidade relativa do ar e ventos fortes aumenta a chance de formação e propagação de queimadas em todos os Estados.

Alerta de temperaturas baixas no Sul
Há ainda alerta de temperaturas baixas no Sul, com risco de geada entre os dias 23 e 26. O avanço de uma massa de ar frio deixa as temperaturas baixas no centro-sul e aumenta o risco de geadas amplas no Sul do Brasil, com mínimas abaixo de zero nos pontos mais altos das serras.
As geadas são fenômenos naturais e relativamente comuns durante o inverno, ocorrendo quando a água presente nos tecidos vegetais congela devido às baixas temperaturas próximas à superfície. Sua formação depende de uma combinação de fatores atmosféricos, como temperatura, vento, umidade e cobertura de nuvens, o que reforça a importância do monitoramento meteorológico durante os meses mais frios do ano.
O risco de geada repercutiu em artigo assinado por Celso Luís de Oliveira Filho, meteorologista da Tempo OK – Meteorologia, publicado no The AgriBiz. Segundo o texto, o fim de semana entre 22 e 23 de agosto deve trazer queda acentuada de temperatura no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com chance de geadas atingindo culturas de inverno em desenvolvimento no Rio Grande do Sul e no Paraná. No Rio Grande do Sul, as mínimas devem ficar entre 2°C e 4°C em municípios como Bagé, Frederico Westphalen, Ijuí, Santo Ângelo e Santa Rosa, com maior preocupação para lavouras de aveia branca e canola, que apresentam grandes percentuais de área em fases mais vulneráveis ao frio. No Paraná, o artigo indica que o fenômeno deve ficar mais restrito à região de Guarapuava.
Confira a reportagem completa em: https://www.theagribiz.com/agronegocio/commodities-agricolas/geada-pode-atingir-lavouras-no-sul-chuva-deve-impactar-colheitas-no-sudeste/
Oliveira também destaca que, a partir de segunda-feira (24), o cenário muda com a chegada de chuva persistente, que deve avançar do Paraná e Mato Grosso do Sul em direção a São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Segundo o autor, a precipitação tende a reduzir o ritmo da colheita de milho segunda safra, cana-de-açúcar e café, podendo inclusive favorecer uma nova florada da lavoura cafeeira no sul de Minas Gerais.

Figura 2: temperatura mínima prevista (à esquerda), e índice de geada prevista (à direita). Rodada: 20/08/2026.
Os próximos dias terão uma mudança importante no tempo, principalmente no centro-sul do Brasil com a formação de um ciclone extratropical no Sul do país, favorecendo o avanço de uma nova frente fria. Com a chegada do sistema, a chuva aumenta nesta quinta-feira (20), especialmente no Rio Grande do Sul, onde há chance de temporais acompanhados de granizo e ventos fortes. As instabilidades também avançam por Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Com a formação do ciclone e o avanço da frente fria, os ventos também ganham força no litoral das regiões Sul e Sudeste. As rajadas já podem ser fortes nesta quinta-feira, mas a tendência é de intensificação principalmente na sexta-feira (21), quando o sistema se desloca e o ar frio começa a avançar pelo centro-sul do país.
Essa mudança provoca uma queda acentuada nas temperaturas, principalmente no Sul. No Rio Grande do Sul, as mínimas podem chegar perto de 0 °C, enquanto o frio também avança para Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Durante o fim de semana, as máximas podem ficar abaixo dos 20 °C em áreas do Sul e do litoral do Sudeste. Já nas regiões mais afastadas do litoral, o aquecimento deve acontecer de forma mais rápida com o passar dos dias.
A chuva fica concentrada principalmente no litoral brasileiro, avançando também pelo leste de Minas Gerais e oeste de Mato Grosso do Sul. Os maiores volumes são esperados entre o Rio de Janeiro e São Paulo, onde alguns pontos podem registrar acumulados acima de 25 mm.
Apesar da presença de pancadas nessas áreas, o restante do país segue com tempo mais firme. A atenção continua voltada para o tempo seco, especialmente no leste de Mato Grosso do Sul e em grande parte do Nordeste, onde a baixa umidade combinada às altas temperaturas mantém elevado o risco de queimadas.
