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Meteorologia

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Frente fria provoca temporais, ventos fortes e mais de 3 mil raios no Sudeste | Previsão do Tempo - Tempo OK

Fortes temporais, associados a passagem de uma frente fria, atingiram áreas do Sudeste do Brasil nesta semana, provocando transtornos em cidades como Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro (RJ). Foram registradas rajadas de vento acima de 70 km/h e queda de granizo em algumas localidades, especialmente na Zona da Mata Mineira.

Durante a passagem do sistema, também houve intensa atividade elétrica na atmosfera, com registro de cerca de 3,3 mil raios na região monitorada. Desse total, aproximadamente 1,5 mil foram descargas do tipo nuvem-solo e cerca de 1,8 mil ocorreram entre nuvens.

Em Juiz de Fora, o dia virou noite, a intensidade dos ventos derrubou árvores e houve registro de alagamentos. 

No Rio de Janeiro, a passagem da frente fria também elevou as condições para chuva ao longo da quarta-feira (20), com pancadas moderadas a fortes em diferentes áreas da capital fluminense. O avanço do sistema contribuiu para a queda das temperaturas e aumento da umidade no estado.

Figura 1: densidade de raios registrada entre os dias 19/05/2026, às 21h, até o dia 20/06/2026, às 11h


Onda de friagem atinge o Norte e derruba temperaturas no Acre e Rondônia

A segunda onda de frio registrada no Acre mobilizou ações de assistência social em Rio Branco, capital do Acre, nesta semana. Com a queda das temperaturas provocada pela friagem, foram distribuídos cobertores para pessoas em situação de rua.

A friagem é um fenômeno característico da região Norte do Brasil e ocorre quando massas de ar polar conseguem avançar pelo interior do continente, provocando queda acentuada das temperaturas em áreas normalmente quentes e úmidas, como Acre, Rondônia e sul do Amazonas.

Em Rondônia, a friagem começou na terça-feira (19), com máximas em torno de 20 °C na região de Vilhena, no sul do estado e em Porto Velho.

Figura 2: temperatura registrada pelas estações do CGE/INMET, CIIAGRO, DECEA, EPAGRI, INMET, INMET/Uruguay e Itatiaia/INMET. Fonte: Plataforma TOKview.

Na sexta-feira (15), o meteorologista da Tempo OK – Meteorologia, Márcio Bueno, conversou com o jornalista Kleber Werneck, da RIT TV, sobre a queda de temperatura a partir do fim de semana (16 e 17).


Friagem continua até o fim de semana

A friagem segue na região Norte do Brasil até o próximo sábado (23), mantendo temperaturas mais amenas no Acre, Rondônia, no sul do Amazonas e partes de Mato Grosso. Ao longo dos próximos dias, as temperaturas vão ficar abaixo da média, além de sensação térmica menor do que a temperatura real. 

A expectativa, no entanto, é de enfraquecimento gradual da massa de ar frio a partir de domingo (24). Com isso, as temperaturas tendem a voltar a subir de forma mais significativa, com retorno do padrão mais quente e abafado característico da região Norte.

Figura 3: temperatura máxima prevista (à esquerda), e anomalia de temperatura máxima prevista (à direita). Fonte: Modelo ECENS45av. Rodada: 21/05/2026.

Quando o calor volta?

Conforme a massa de ar frio enfraquece, as temperaturas voltam a subir em toda a metade sul. A partir da próxima segunda-feira (25), a tendência é que a máxima alcance valores acima dos 30 °C no Centro-Oeste, no interior de São Paulo, em Minas Gerais, no Espírito Santo e no oeste do Paraná.

No Sul, o frio também diminui, com máximas em torno dos 24 °C. O calor deve predominar até pelo menos o final de maio, com nova queda de temperaturas no início de junho. 

Figura 4: temperatura máxima prevista. Fonte: Modelo GEFSav. Rodada: 21/05/2026.


Previsão de chuva para o fim de semana

Nos próximos dias, a chuva ficará mais concentrada entre 22 e 25 de maio entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo, devido o avanço de uma frente fria associada a formação de um sistema de baixa pressão sobre o continente. Mesmo ocorrendo em poucos dias, há risco para temporais e os volumes podem ser relevantes para a região das bacias hidrográficas. Depois da passagem do sistema, o tempo volta a ficar mais firme no interior do Brasil. No Nordeste, os ventos seguem favoráveis para geração eólica.

Figura 5: chuva acumulada prevista. Rodada: 21/05/2026.

Entre os dias 26 e 31 de maio, são previstas chuvas fracas e isoladas nas bacias do Sul, Baixo Paraná e Paranapanema. Esse cenário deve ocorrer principalmente nos dias 26, 29 e 30, especialmente no Jacuí. Inicialmente, as chuvas serão provocadas por um cavado invertido e, depois, pelo avanço de uma frente fria. Nas demais bacias do SIN, a chance de chuva é menor e, onde chover, o volume será leve. Além disso, uma massa de ar frio vai baixar as temperaturas novamente no Sul e no Sudeste nos dois últimos dias do mês.

Já no Nordeste, os ventos continuam desfavoráveis para a geração eólica no sul da Bahia e no litoral entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, entre os dias 26 e 27.


Mudanças climáticas podem alterar o potencial da energia solar no Brasil

As mudanças climáticas podem alterar o regime de chuvas e levar à elevação das temperaturas médias globais. Por outro lado, esses mesmos processos podem influenciar a irradiância na superfície e, consequentemente, a geração de energia solar, devido às variações na nebulosidade.

A tendência de redução da nebulosidade em algumas regiões do país, como o Nordeste e partes do Centro-Oeste e Sudeste, associada ao aquecimento global e à expansão da circulação atmosférica, pode aumentar a disponibilidade de radiação solar no solo, favorecendo a geração fotovoltaica no médio e longo prazo.

O meteorologista da Tempo OK – Meteorologia, Jorge Rosas, assinou um artigo sobre esse tema na pv magazine Brasil.

https://www.pv-magazine-brasil.com/2026/05/20/entre-nuvens-e-calor-mudancas-climaticas-redesenham-o-potencial-da-energia-solar-no-brasil/


João Hackerott destaca influência da vela na sua atuação na meteorologia aplicada à energia

O CEO da Tempo OK – Meteorologia, João Hackerott, conversou com o Guilherme Chrispim🎙️⚡️, no podcast DUVE_Oficial 🎥🔵🟠📺, sobre sua trajetória profissional e a construção da sua atuação na meteorologia aplicada ao setor elétrico.

Apaixonado por vela desde a infância, Hackerott desenvolveu uma relação muito próxima com os ventos por meio do esporte. Foi campeão Sul-Americano, Norte-Americano e Brasileiro, além de alcançar o 4º lugar no Pan-Americano de Toronto (2015).

Durante o podcast, o CEO destacou como sua experiência no esporte contribuiu diretamente para sua atuação na meteorologia, reforçando a importância do aprendizado contínuo e da prática. “Na meteorologia também é assim: você tem toda a teoria, mas aprende muito com a prática, com as previsões erradas. O importante é se cutucar. Por que eu errei essa previsão? Por que eu errei essa manobra na vela? E voltar atrás para ser um pouquinho melhor da próxima vez”, afirma.

O episódio também reforça como as mudanças climáticas estão impactando diretamente a dinâmica do sistema elétrico brasileiro, exigindo mais precisão, integração de dados e capacidade de adaptação nas decisões do setor.