Ao longo da semana, as áreas de instabilidade permaneceram concentradas principalmente sobre a Região Sul, devido à atuação de uma área de baixa pressão associada à aproximação de uma frente fria. Entre terça-feira (04) e quarta-feira (05), foram registradas chuvas, trovoadas e temporais isolados nos três estados da região.
Com o avanço desse sistema, as chuvas também alcançaram o Mato Grosso do Sul na segunda metade da semana, na forma de pancadas isoladas. Na Amazônia Ocidental, as precipitações se concentraram entre o Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Já no litoral do Nordeste e no Espírito Santo, ocorreram apenas chuvas fracas e isoladas.
Nas demais áreas do país, predominou o tempo seco, com baixos índices de umidade relativa do ar no interior das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, além do Tocantins. As temperaturas permaneceram elevadas em grande parte do Brasil Central ao longo da semana.
Após um julho marcado por ondas de frio intensas e geadas, agosto começa com temperaturas acima da média e tempo seco em grande parte do Brasil. Em entrevista à jornalista Daniela Walzburiech, do Globo Rural, o meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK – Meteorologia, explicou que a combinação de baixa umidade do ar e calor intenso deve predominar, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo o especialista, o tempo continuará sendo influenciado pelo fenômeno El Niño, que favorece temperaturas mais elevadas e altera o padrão de chuvas no país.
Confira a reportagem completa no link: https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/08/calor-e-eventos-extremos-veja-como-sera-o-clima-em-agosto.ghtml
Previsão de frente fria e ciclone extratropical traz alerta de temporais e queda de temperatura
A atuação de uma frente fria associada a um ciclone extratropical será o principal destaque entre quinta-feira (06) e segunda-feira (10). O sistema provoca chuva, temporais, rajadas de vento e queda de temperatura na Região Sul, enquanto o tempo permanece quente e seco em grande parte do Brasil Central.
Vale destacar que o termo técnico correto para se referir à rápida intensificação de um sistema como este é ciclogênese explosiva. Esse fenômeno ocorre quando a pressão central do ciclone sofre uma queda brusca, em média de pelo menos 1 hPa por hora ao longo de 24 horas, o que resulta em um sistema significativamente mais intenso, com ventos fortes e condições meteorológicas severas. Para quem deseja se aprofundar nos critérios científicos desse processo, o glossário da American Meteorological Society (AMS) detalha como essa “explosão” de energia é classificada na meteorologia mundial.
Nesse contexto, o avanço da frente fria e a atuação do ciclone extratropical também foram destaque na imprensa. Em entrevista à RECORD NEWS , o meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK – Meteorologia, explicou como esses sistemas favorecem a ocorrência de chuva forte, rajadas de vento e queda de temperatura, principalmente na Região Sul. Durante a participação, o especialista destacou a importância do monitoramento meteorológico para acompanhar a evolução dos sistemas e seus impactos em diferentes regiões do país.
Confira a reportagem: https://www.youtube.com/live/xduzMVgRY7E?si=CjlLTeENtIhAwwoh&t=1938
Na quinta-feira (06), a frente fria avança pelo Sul do Brasil, favorecendo chuva, temporais e rajadas de vento nos três estados da região. Na sexta-feira (07), o ciclone extratropical se afasta para o oceano, mas as instabilidades avançam para o sul de Mato Grosso do Sul e o sul de São Paulo. Os ventos continuam intensos entre o Sul e o Sudeste devido ao forte gradiente de pressão.
No sábado (08), uma nova frente fria reforça as instabilidades sobre Santa Catarina e o Paraná. Já no domingo (09), o sistema avança para o Sudeste, provocando chuva principalmente no sul de São Paulo e no Rio de Janeiro. Ao longo do período, os maiores acumulados de precipitação ficam concentrados entre Santa Catarina, Paraná e o sul de São Paulo, com volumes superiores a 100 mm em pontos isolados do Paraná.
Após a passagem das frentes frias, uma massa de ar frio mantém as temperaturas mais baixas na Região Sul, com máximas em torno de 20°C e mínimas abaixo de 10°C no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina.
Nas demais regiões do país, o calor continua predominando durante o fim de semana, com temperaturas próximas dos 40°C em áreas do Centro-Oeste. A chuva ocorre apenas de forma isolada no norte do Amazonas e na faixa litorânea do Nordeste, sem acumulados expressivos.

ONS seleciona Tempo OK para desenvolver soluções de previsão meteorológica para o SIN
A Tempo OK foi selecionada pelo ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico para desenvolver metodologias avançadas voltadas à correção e ao aprimoramento das previsões de chuva, temperatura, vento e radiação solar que apoiam a programação e a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Em um cenário de maior participação de fontes renováveis e crescimento da demanda por energia, a precisão das previsões meteorológicas se torna um fator essencial para garantir a segurança, a eficiência e a otimização da operação do sistema elétrico nacional.
O trabalho da Tempo OK – Meteorologia será conduzido em três frentes principais, com a análise das metodologias e práticas atualmente utilizadas, o desenvolvimento e a validação de novas abordagens para redução de erros e a elaboração de recomendações técnicas com potencial de integração aos processos do ONS.
Para o CEO da Tempo OK, João Hackerott, a iniciativa representa um avanço importante na integração entre meteorologia e operação do sistema elétrico. “Em um setor cada vez mais dependente de variáveis climáticas, contar com previsões mais precisas é fundamental para apoiar decisões estratégicas e aumentar a eficiência da operação. Nosso objetivo é contribuir com soluções inovadoras que tragam mais segurança e previsibilidade para o sistema elétrico brasileiro”, afirma.
Com essa iniciativa, a Tempo OK reforça seu compromisso em desenvolver soluções que conectam meteorologia e energia, contribuindo para decisões mais estratégicas, eficientes e seguras no setor elétrico.