O inverno brasileiro, que começa no dia 21 de junho, às 5h24 (horário de Brasília), deve ser marcado pelo avanço do El Niño, segundo a Tempo OK, principal empresa de consultoria meteorológica do Brasil. A tendência é de aumento gradual das chuvas no Sul, principalmente a partir de setembro, e temperaturas acima da média em grande parte do território nacional.
Apesar do cenário mais quente, a estação ainda deve registrar episódios de frio intenso. Massas de ar polar podem provocar quedas nas temperaturas entre junho e julho, além de geadas e possibilidade de neve nas áreas mais altas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Os modelos climáticos também indicam aumento do risco de estiagem e queimadas no Norte e no interior do Nordeste, enquanto partes do Sudeste e do Centro-Oeste podem registrar chuvas fora do padrão para a época do ano.
No Sudeste, o início da estação poderá registrar episódios de chuva, principalmente em São Paulo e no sul de Minas Gerais. “Os períodos de frio tendem a ser intercalados por dias mais amenos. Ainda assim, massas de ar polar podem provocar queda expressiva da temperatura e geadas em áreas do Centro-Sul”, destaca Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK.
No Centro-Oeste, a expectativa é de manutenção do padrão típico da estação seca. Embora pancadas isoladas possam ocorrer no início da estação. A partir de agosto, as temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do país, favorecendo tardes quentes e baixos índices de umidade relativa do ar.
Para a Região Norte, o fortalecimento do El Niño tende a favorecer um inverno mais seco do que o normal em diversas áreas, especialmente no sul da Amazônia. Segundo a porta-voz da Tempo OK, estados como Rondônia, Acre, Tocantins, sul do Amazonas e sul do Pará deverão enfrentar aumento do risco de estiagens prolongadas, redução da disponibilidade hídrica e condições mais favoráveis para a ocorrência de queimadas.
Já a região do Nordeste deverá apresentar comportamentos distintos ao longo da estação. Enquanto a faixa litorânea poderá continuar registrando chuvas ocasionais associadas aos ventos constantes e sistemas costeiros, o interior da região tende a apresentar precipitações abaixo da média e temperaturas acima do normal.
Com o avanço do fenômeno El Niño ao longo dos próximos meses, os contrastes climáticos entre as regiões brasileiras tendem a se intensificar. O cenário exigirá atenção de setores como agropecuária, energia e gestão de riscos.