Você já sentiu aquele calor abafado, mesmo sem o sol estar brilhando forte? Esse é o famoso mormaço — um dos sinais mais típicos de que o tempo está instável e que pode chover a qualquer momento.
Segundo Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK, empresa de meteorologia. O mormaço ocorre quando há alta umidade no ar combinada com temperaturas elevadas, geralmente durante os meses mais quentes do ano. “Mesmo que o sol esteja encoberto por nuvens, o calor se mantém intenso, provocando uma sensação térmica ainda mais elevada e desconfortável”, afirma Sassaki.
Essa condição acontece porque o ar quente e úmido dificulta a evaporação do suor, prejudicando o resfriamento natural do corpo. Isso causa mal-estar, cansaço, queda de pressão e até desidratação em algumas pessoas.
O mormaço é mais comum em regiões tropicais e subtropicais, onde as condições climáticas são propícias para sua ocorrência. Além disso, é um indicador de instabilidade atmosférica. “O excesso de calor acumulado próximo à superfície, somado à umidade, favorece a formação de nuvens carregadas, o que pode resultar em chuvas fortes, trovoadas e até temporais no fim do dia”, explica a porta-voz.
Dicas para enfrentar o mormaço:
- Beba bastante água para manter-se hidratado;
- Evite exposição prolongada ao calor nas horas mais quentes do dia;
- Prefira roupas leves e ventiladas;
- Fique atento à previsão do tempo — o mormaço muitas vezes precede pancadas de chuva intensas.
Como o mormaço afeta as plantações?
Durante períodos de mormaço, o excesso de calor combinado com umidade dificulta a transpiração das plantas e interfere no seu metabolismo. Isso pode gerar:
- Estresse fisiológico em culturas sensíveis ao calor, como hortaliças, feijão e milho;
- Aumento da evapotranspiração, acelerando a perda de água do solo e das plantas;
- Maior risco de desidratação em mudas e plantas jovens;
- Redução da produtividade, especialmente se o fenômeno for prolongado.
Além disso, o ambiente quente e úmido é ideal para a proliferação de pragas e doenças, como fungos (ex: míldio e ferrugem) e bactérias que se desenvolvem com facilidade nessas condições.
“O mormaço pode até parecer inofensivo, mas seus efeitos no campo merecem atenção. Um manejo bem planejado, aliado ao acompanhamento climático, pode fazer toda a diferença na resiliência e produtividade das lavouras”, comenta a porta-voz da Tempo OK.