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Meteorologia

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Onda de calor pode agravar a falta de água e causar problemas à fauna em represa | Previsão do Tempo - Tempo OK

Enquanto a capital paulista enfrenta uma das semanas mais quentes do ano às vésperas do Natal, moradores relatam problemas graves relacionados à falta de água potável e ao impacto do calor nos ecossistemas.

Na represa Billings, localizada na Zona Sul de São Paulo, videos que cirulam na internet mostram uma grande quantidade de peixes boiando na superfície no domingo (21) pela manhã.

Foto/Reprodução: Redes Sociais

O meteorologista da Tempo OK, Celso Oliveira analisa que a situação pode estar relacionada com altas temperaturas e a baixa circulação da água podem estar por trás do episódio, já que há sinais de floração intensa de microalgas, um fenômeno favorecido por água quente e estagnada, o que reduz drasticamente os níveis de oxigênio dissolvido, levando centenas de peixes à morte.

O meteorologista afirma ainda que o início do verão de 2025/2026 está sendo marcado por uma onda de calor que atinge parte do Sudeste, do Centro-Oeste e da região Sul do Brasil, o que devem manter as temperaturas máximas acima da média até o final de dezembro. Os dias consecutivos de temperaturas elevadas e pouca chuva contribui tanto para o aumento na evaporação dos corpos d’água quanto para a redução da recarga natural dos sistemas de abastecimento urbano.

Ondas de calor como estas são definidas como períodos de, no mínimo, cinco dias consecutivos com temperaturas de pelo menos 5°C acima da climatologia para a região e podem causar aumento do consumo de água e energia, estresse térmico na população e impactos diretos nos ecossistemas aquáticos.

A combinação de calor intenso, pouca chuva e maior demanda pelo uso doméstico pressiona os sistemas de abastecimento, tornando-os mais vulneráveis a falhas técnicas e operacionais. Em represas como a Billings, que, além de reservatório, é um importante manancial da Região Metropolitana de São Paulo, a temperatura elevada e a baixa oxigenação favorecem eventos de floração de algas e mortandade de espécies aquáticas, situações que já vêm sendo observadas em vários pontos do Brasil diante do aumento das temperaturas extremas nos últimos anos.

A situação preocupa não apenas ambientalistas, mas também gestores urbanos, que veem na confluência entre ondas de calor, estresse hídrico e infraestrutura urbana um desafio crescente para a qualidade de vida na capital paulista.