A sequência de frentes frias mantém as temperaturas mais baixas e a chuva frequente no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste. Os sistemas meteorológicos estão se formando mais ao norte, sobre áreas como Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, o que favorece a passagem constante de chuva e ar frio. Por isso, os períodos de calor têm sido mais curtos. A sexta-feira deve trazer uma das poucas tardes de temperatura mais elevada, antes de uma nova mudança no tempo ao longo do fim de semana.
Neve, chuva congelante e geadas no Sul
No último domingo (06), uma forte massa de ar frio provocou neve e chuva congelante em pontos da Serra Gaúcha. A combinação de temperaturas muito baixas, alta umidade e altitude favoreceu essas precipitações de inverno: a neve se forma dentro das nuvens e chega ao solo em flocos congelados, enquanto a chuva congelante cai em estado líquido e congela ao tocar superfícies frias. O frio intenso também provocou geadas em diferentes áreas do Sul do país.
A partir desta semana, uma nova frente fria volta a organizar áreas de chuva. Na sexta-feira (11), ela deve se associar a um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o que mantém a instabilidade e abre caminho para uma nova queda de temperatura.
Entre 10 e 15 de setembro, uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o Sul do Brasil, associada a um cavado em médios níveis e à corrente de jato, organiza uma frente fria sobre o centro-sul. O transporte de ar quente e úmido sustenta a chuva mais intensa entre Uruguai, Iguaçu, Baixo Paraná, Paranapanema e Tietê, com avanço posterior das instabilidades para as bacias do Grande. Entre 12 e 13 de setembro, a frente fria avança devagar e mantém um corredor de umidade entre o Paraná e o Sudeste.

Os maiores acumulados devem ocorrer no Paraná, especialmente nas regiões oeste e norte do estado, chegando a cerca de 75 mm. Volumes entre 60 e 65 mm são esperados em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, enquanto São Paulo pode registrar acumulados próximos de 45 mm. Também há previsão de chuvas para o sul de Minas Gerais, Goiás e Rondônia.
As temperaturas seguem mais baixas no Sul e em parte de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Depois, sobem aos poucos no Sul, enquanto o calor continua predominando no Centro-Oeste e no interior do Sudeste.

Esse padrão está relacionado ao atual El Niño, que tem favorecido maior frequência de chuva sobre o centro-sul do Brasil. O cenário lembra o observado em 2015, quando o inverno e o início da primavera também foram marcados por chuva frequente e por menor persistência do calor. Para os próximos meses, a expectativa é de que o calor se torne mais estável a partir de novembro.
Temperaturas sobem na primavera
As tendências para a primavera foram destaque no Globo Rural. Em entrevista para Daniela Walzburiech, a meteorologista Kerollyn Andrzejewski, da Tempo OK – Meteorologia, explicou que o frio ainda pode aparecer no Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul no início da estação, antes de uma elevação mais significativa das temperaturas.
Confira a reportagem completa em: https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/09/primavera-em-2026-saiba-quando-comeca-e-como-sera-a-estacao.ghtml
E na lavoura, como fica?
Esse ritmo de chuva frequente e calor mais curto tende a repercutir direto no campo. Para culturas de inverno e para o planejamento do plantio de verão, a chuva constante no centro-sul ajuda a repor umidade no solo, mas também pode atrasar o preparo de área e a semeadura em regiões onde o excesso de água dificulta o trânsito de máquinas. Produtores do Paraná, de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, áreas mais atingidas pela passagem repetida de frentes frias, são os que devem sentir mais de perto esse compasso entre janelas de sol curtas e novas chegadas de chuva nas próximas semanas.
Celso Luís de Oliveira Filho, meteorologista da Tempo OK, falou sobre as condições meteorológicas para o plantio da soja em entrevista ao Agrotvnews
Confira a reportagem completa em: https://agrotvnews.com.br/agronegocio/na-largada-do-plantio-de-soja-chuva-irregular-exige-cautela-em-mt/
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