A passagem de uma frente fria causou muitos transtornos no início desta semana, especialmente no Sudeste do Brasil. A chuva volumosa, em um curto período, causou alagamentos e deslizamentos no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em algumas cidades, o acumulado de chuva de 24h superou a média climatológica para todo o mês de dezembro.
Chuvas intensas em Ilhabela (SP) causam alagamentos e transtornos à população
As fortes chuvas que atingiram Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, causaram alagamentos expressivos, arrastaram veículos e provocaram transtornos em diversos pontos do município. De acordo com o monitoramento da Tempo OK meteorologia, foram registrados mais de 150 milímetros de chuva em apenas 24 horas.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram carros sendo arrastados pela força da água. Além dos impactos no trânsito, estabelecimentos comerciais e unidades de atendimento ao público tiveram de suspender temporariamente as atividades devido às inundações. Escolas e prédios públicos também foram utilizados como pontos de apoio para os moradores afetados.
Rio de Janeiro entra em Estágio 2 de alerta devido às chuvas intensas
Uma frente fria passou pelo Sudeste do Brasil e foi responsável pelos temporais que atingiram o Rio de Janeiro na madrugada da quarta-feira (17), com acumulados bastante elevados e diversos transtornos pela capital e território fluminense. A partir das estações meteorológicas da Plataforma TOKview é possível verificar que o volume de chuva foi bastante expressivo na região de Angra dos Reis e Petrópolis.
A capital fluminense chegou a entrar em Estágio 2 de alerta devido à alta taxa de precipitação. Esse nível faz parte de uma escala que vai de 1 a 5, que indica risco de ocorrências de alto impacto na cidade e o potencial de agravamento de transtornos, neste caso provocados por chuva e vento fortes. O alerta funciona como uma orientação à população para redobrar cuidados, acompanhar comunicados oficiais e evitar deslocamentos desnecessários.
Em diferentes bairros houve relatos de ruas alagadas logo no início do dia. Equipes da prefeitura foram acionadas para remover árvores caídas e atender ocorrências emergenciais.
Geada atípica na Serra Catarinense
Após a passagem da frente fria, a temperatura caiu, especialmente na Serra Catarinense. No dia 17 de dezembro de 2025, a região registrou um fenômeno raro: geada a apenas quatro dias do início oficial do verão. O evento ocorreu no Vale do Caminhos da Neve, em São Joaquim, onde os termômetros marcaram 1,8°C por volta das 5h da manhã.
Principais destaques:
- Fenômeno raro de ocorrer nesta época do ano: o orvalho congelou sobre a vegetação, cobrindo os campos com uma camada branca, algo incomum para a proximidade do solstício de verão, em 21 de dezembro.
- Ano de recordes: 2025 tem se mostrado um ano climaticamente peculiar para Santa Catarina, acumulando 104 dias de geada até o momento, superando significativamente os 68 dias registrados em 2024, de acordo com registros do fotojornalista Mycchel Legnaghi / @saojoaquimonline.com.br.
Previsão de temperatura amena para o Sudeste no fim de semana
A frente fria organiza um corredor de umidade entre o Sudeste e o Norte do Brasil, que se desconfigura entre sexta-feira (19) e sábado (20). Entre São Paulo, Paraná e Santa Catarina, a aproximação da alta pressão anômala mantém o cenário seco na região.
No Rio Grande do Sul, a aproximação de sistemas transientes favorece as chuvas moderadas a localmente volumosas, com potencial para granizo e rajadas de vento a partir do dia 22 de dezembro.
Vale ressaltar que a geração eólica fica desfavorável no Nordeste, especialmente na Bahia, até hoje (18). Já as temperaturas voltam a se elevar no Centro-Sul a partir de amanhã (19), mas no restante do Sudeste, entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, e até mesmo entre Goiás e o Distrito Federal, o fim de semana terá temperaturas amenas.
Verão promete calor, mas menor que o registrado em 2025
O verão, que começa em 21 de dezembro, deve ser mais quente que a primavera e pode superar a média climatológica em alguns períodos, mas sem repetir os extremos do verão de 2025. As chuvas tendem a se concentrar nos extremos do país, especialmente no Sul e no norte do Amazonas, enquanto Sudeste e Centro-Oeste devem enfrentar precipitações abaixo da média e temperaturas elevadas.
No Sul, os volumes de chuva podem ficar dentro ou acima da média entre janeiro e fevereiro, com março mais seco. Já no Sudeste, o cenário predominante é de calor e menor volume de chuvas ao longo de toda a estação. Essas condições podem favorecer a colheita em algumas regiões, mas aumentam o risco de estresse hídrico para lavouras em desenvolvimento.
No setor elétrico, o verão mais seco pode pressionar os reservatórios das hidrelétricas e elevar o PLD, enquanto as fontes renováveis eólica e solar tendem a ser beneficiadas.
A Tempo OK – Meteorologia compartilhou a previsão do tempo completa para a estação no CanalEnergia.
https://www.canalenergia.com.br/noticias/53334908/verao-comeca-com-previsao-de-calor-acima-da-media
Parceria internacional fortalece o mapeamento solar na Islândia
A Tempo OK, em parceria com a empresa Belgingur, desenvolveu uma nova base de dados de radiação solar para a Islândia. Com mais de 30 anos de histórico e resolução espacial de 2 km, a plataforma permite análises detalhadas do potencial solar em todo o território islandês. O sistema considera fatores como topografia, geometria dos painéis e condições climáticas, oferecendo maior precisão na prospecção e no planejamento de projetos fotovoltaicos.
A Islândia é uma nação insular do norte da Europa, situada no Atlântico Norte. Devido à sua proximidade com o Polo Norte, a região não é coberta por satélites geoestacionários capazes de fornecer informações contínuas e de alta resolução. Assim, os dados disponíveis são obtidos principalmente por satélites de órbita polar, que possuem menor frequência de atualização, o que limita a elaboração de mapas solares precisos e abrangentes.
Com essa nova base de dados, especialistas acreditam que a Islândia poderá explorar o potencial da energia solar de forma mais estratégica e eficiente. Para o Brasil, a iniciativa reforça o reconhecimento internacional da capacidade tecnológica e analítica do país no setor de energias renováveis.
O CEO da Tempo OK – Meteorologia, João Hackerott, e o meteorologista Jorge Rosas assinaram um artigo sobre o tema no EnergyChannel Global.