Ultima semana da primavera é marcada com chuva volumosa no Sudeste | Previsão do Tempo - Tempo OK

A passagem de uma frente fria causou muitos transtornos no início desta semana, especialmente no Sudeste do Brasil. A chuva volumosa, em um curto período, causou alagamentos e deslizamentos no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em algumas cidades, o acumulado de chuva de 24h superou a média climatológica para todo o mês de dezembro.

Chuvas intensas em Ilhabela (SP) causam alagamentos e transtornos à população

As fortes chuvas que atingiram Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, causaram alagamentos expressivos, arrastaram veículos e provocaram transtornos em diversos pontos do município. De acordo com o monitoramento da Tempo OK meteorologia, foram registrados mais de 150 milímetros de chuva em apenas 24 horas.

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Figura 1: ruas alagadas em Ilhabela (SP) na terça-feira (16). Fonte: redes sociais.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram carros sendo arrastados pela força da água. Além dos impactos no trânsito, estabelecimentos comerciais e unidades de atendimento ao público tiveram de suspender temporariamente as atividades devido às inundações. Escolas e prédios públicos também foram utilizados como pontos de apoio para os moradores afetados.


Rio de Janeiro entra em Estágio 2 de alerta devido às chuvas intensas

Uma frente fria passou pelo Sudeste do Brasil e foi responsável pelos temporais que atingiram o Rio de Janeiro na madrugada da quarta-feira (17), com acumulados bastante elevados e diversos transtornos pela capital e território fluminense. A partir das estações meteorológicas da Plataforma TOKview é possível verificar que o volume de chuva foi bastante expressivo na região de Angra dos Reis e Petrópolis.

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Figura 2: registro das estações meteorológicas entre 16/12/2025, às 11h, e 17/12/2025, às 11h, com destaques para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde os acumulados de chuva superaram 150 mm neste período. Fonte: Plataforma TOKview.

A capital fluminense chegou a entrar em Estágio 2 de alerta devido à alta taxa de precipitação. Esse nível faz parte de uma escala que vai de 1 a 5, que indica risco de ocorrências de alto impacto na cidade e o potencial de agravamento de transtornos, neste caso provocados por chuva e vento fortes. O alerta funciona como uma orientação à população para redobrar cuidados, acompanhar comunicados oficiais e evitar deslocamentos desnecessários.

Em diferentes bairros houve relatos de ruas alagadas logo no início do dia. Equipes da prefeitura foram acionadas para remover árvores caídas e atender ocorrências emergenciais.


Geada atípica na Serra Catarinense

Após a passagem da frente fria, a temperatura caiu, especialmente na Serra Catarinense. No dia 17 de dezembro de 2025, a região registrou um fenômeno raro: geada a apenas quatro dias do início oficial do verão. O evento ocorreu no Vale do Caminhos da Neve, em São Joaquim, onde os termômetros marcaram 1,8°C por volta das 5h da manhã.

Principais destaques:

  • Fenômeno raro de ocorrer nesta época do ano: o orvalho congelou sobre a vegetação, cobrindo os campos com uma camada branca, algo incomum para a proximidade do solstício de verão, em 21 de dezembro.
  • Ano de recordes: 2025 tem se mostrado um ano climaticamente peculiar para Santa Catarina, acumulando 104 dias de geada até o momento, superando significativamente os 68 dias registrados em 2024, de acordo com registros do fotojornalista Mycchel Legnaghi / @saojoaquimonline.com.br.
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Figura 4: geada registrada em São Joaquim (SC). Fonte: Mycchel Legnaghi (São Joaquim Online).

Previsão de temperatura amena para o Sudeste no fim de semana

A frente fria organiza um corredor de umidade entre o Sudeste e o Norte do Brasil, que se desconfigura entre sexta-feira (19) e sábado (20). Entre São Paulo, Paraná e Santa Catarina, a aproximação da alta pressão anômala mantém o cenário seco na região.

No Rio Grande do Sul, a aproximação de sistemas transientes favorece as chuvas moderadas a localmente volumosas, com potencial para granizo e rajadas de vento a partir do dia 22 de dezembro.

Vale ressaltar que a geração eólica fica desfavorável no Nordeste, especialmente na Bahia, até hoje (18). Já as temperaturas voltam a se elevar no Centro-Sul a partir de amanhã (19), mas no restante do Sudeste, entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, e até mesmo entre Goiás e o Distrito Federal, o fim de semana terá temperaturas amenas.

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Figura 5: chuva acumulada prevista (à esquerda), e temperatura máxima prevista (à direita). Fonte: modelo TOK-10 E GFS00, respectivamente. Rodada: 18/12/2025.

Verão promete calor, mas menor que o registrado em 2025

O verão, que começa em 21 de dezembro, deve ser mais quente que a primavera e pode superar a média climatológica em alguns períodos, mas sem repetir os extremos do verão de 2025. As chuvas tendem a se concentrar nos extremos do país, especialmente no Sul e no norte do Amazonas, enquanto Sudeste e Centro-Oeste devem enfrentar precipitações abaixo da média e temperaturas elevadas.

No Sul, os volumes de chuva podem ficar dentro ou acima da média entre janeiro e fevereiro, com março mais seco. Já no Sudeste, o cenário predominante é de calor e menor volume de chuvas ao longo de toda a estação. Essas condições podem favorecer a colheita em algumas regiões, mas aumentam o risco de estresse hídrico para lavouras em desenvolvimento.

No setor elétrico, o verão mais seco pode pressionar os reservatórios das hidrelétricas e elevar o PLD, enquanto as fontes renováveis eólica e solar tendem a ser beneficiadas.

A Tempo OK – Meteorologia compartilhou a previsão do tempo completa para a estação no CanalEnergia.

https://www.canalenergia.com.br/noticias/53334908/verao-comeca-com-previsao-de-calor-acima-da-media


Parceria internacional fortalece o mapeamento solar na Islândia

A Tempo OK, em parceria com a empresa Belgingur, desenvolveu uma nova base de dados de radiação solar para a Islândia. Com mais de 30 anos de histórico e resolução espacial de 2 km, a plataforma permite análises detalhadas do potencial solar em todo o território islandês. O sistema considera fatores como topografia, geometria dos painéis e condições climáticas, oferecendo maior precisão na prospecção e no planejamento de projetos fotovoltaicos.

A Islândia é uma nação insular do norte da Europa, situada no Atlântico Norte. Devido à sua proximidade com o Polo Norte, a região não é coberta por satélites geoestacionários capazes de fornecer informações contínuas e de alta resolução. Assim, os dados disponíveis são obtidos principalmente por satélites de órbita polar, que possuem menor frequência de atualização, o que limita a elaboração de mapas solares precisos e abrangentes.

Com essa nova base de dados, especialistas acreditam que a Islândia poderá explorar o potencial da energia solar de forma mais estratégica e eficiente. Para o Brasil, a iniciativa reforça o reconhecimento internacional da capacidade tecnológica e analítica do país no setor de energias renováveis.

O CEO da Tempo OK – Meteorologia, João Hackerott, e o meteorologista Jorge Rosas assinaram um artigo sobre o tema no EnergyChannel Global.

https://www.energychannel.co/post/brasil-leva-expertise-meteorol%C3%B3gica-para-gera%C3%A7%C3%A3o-de-energia-solar-na-isl%C3%A2ndia