20 de março de 2025 – A última semana do verão no Brasil foi marcada por diversas mudanças climáticas, com variações significativas de chuvas e temperaturas em diferentes regiões. No Sudeste, a quantidade de precipitação aumentou consideravelmente, com as chuvas mais intensas no oeste de São Paulo. Em Minas Gerais, o sul do estado foi a área mais afetada pelas chuvas fortes.
No Sul do Brasil, as precipitações foram mais esparsas e irregulares, sem grandes volumes acumulados. No Norte do Brasil, a região enfrentou chuvas persistentes, com maior intensidade no Acre, Amazonas, Pará e Roraima, onde as precipitações foram mais intensas e frequentes.
“Em Mato Grosso do Sul, o principal destaque foi a passagem de uma frente fria, que contribuiu para a formação de áreas de instabilidade no estado entre terça-feira (18) e quarta-feira (20)”, afirma Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK, empresa de consultoria meteorológica.
Neutralidade no pacífico e tendências para o outono
Os próximos meses serão marcados por uma condição de neutralidade no Oceano Pacífico, ou seja, sem influência de El Niño ou La Niña. Com isso, as condições meteorológicas devem se manter próximas ao padrão climatológico da estação. A chuva tende a diminuir no interior do Brasil e se concentrar mais nos extremos do país. No Sudeste e Centro-Oeste, os volumes diminuem gradualmente até o inverno, enquanto no Sul, as frentes frias avançam rapidamente, mas se tornam costeiras ao chegar ao Sudeste, reduzindo a formação de instabilidades no interior. No Nordeste e sul da região Norte, a chuva deve ficar abaixo da média, com exceção do Amapá e partes do Maranhão, Piauí e Ceará, onde os acumulados podem ficar dentro ou acima da média. Já entre maio e junho, a costa leste do Nordeste pode registrar chuvas persistentes devido à intensificação das ondas de leste.
Primeiras geadas de 2025 encantam o Vale do Caminhos da Neve na Serra Catarinense
O dia 16 de março ficou registrado como o dia em que a primeira geada de 2025 foi registrada no Vale do Caminhos da Neve, a apenas 3 km do centro de São Joaquim, na Serra Catarinense. O amanhecer frio trouxe temperaturas de 2,5°C no local, cobrindo os campos com uma fina camada de gelo e criando um cenário deslumbrante.
No dia 19 de março, o Vale do Caminhos da Neve registrou a segunda geada de 2025. Com uma mínima de 3,8°C, o frio continuou a embelezar os campos, proporcionando imagens únicas ao nascer do sol. A Serra Catarinense segue encantando aqueles que apreciam o clima frio e as paisagens geladas.
Tempo OK indica melhora do potencial eólico no Nordeste durante o outono
Ao longo dos próximos meses, tanto o Nordeste quanto o Sul experimentarão variações significativas na dinâmica dos ventos, com destaque para o aumento da intensidade no Sul e a melhoria do potencial eólico no Nordeste, especialmente nas áreas mais ao sul:
Abril
No mês de abril, os ventos no Nordeste estarão na média, mas com um viés negativo devido à presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) na costa norte, além do Atlântico Equatorial aquecido. Esse cenário marca o encerramento do período úmido, com as perturbações se concentrando mais ao sul e menos na Bahia e na porção central do Nordeste.
No Sul do Brasil, espera-se ventos acima da média. A dinâmica atmosférica de outono, típica de latitudes médias, começa a se intensificar, especialmente a partir da segunda semana de abril, podendo gerar episódios de ventos mais fortes.
Maio
No Nordeste, as maiores perturbações ocorrerão na costa norte, devido à ZCIT, e na porção leste, com a presença de Ondas de Leste (DOL’s). No entanto, o potencial eólico na Bahia e na porção central da região tende a melhorar, uma vez que o período seco e os transientes mais ao sul contribuem para isso.
No Sul do Brasil, a dinâmica atmosférica continuará intensa, favorecendo episódios com ventos mais fortes, similares aos de abril.
Junho
No Nordeste, haverá uma redução nas perturbações de vento próximas à faixa costeira, com a ZCIT mais afastada. As DOL’s ainda influenciam o Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, enquanto a Bahia e a porção central mantêm um elevado potencial eólico.
Já no Sul, o cenário será similar a maio, mas com um potencial mais elevado de ventos na costa do Rio Grande do Sul.