27 de março de 2025 – março foi marcado por grande variação de temperaturas, com máximas acima dos 40°C na primeira quinzena, e abaixo de 30°C na segunda metade. Isso acontece pela transição do verão para o outono, quando, naturalmente, a temperatura média começa a diminuir.
Para os próximo dias, duas frentes frias devem influenciar o tempo: a primeira avança pelo Sul entre os dias 27 e 28 de março, com potencial para temporais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, inclusive com risco de alagamentos, granizo e queda de árvores. A segunda, por volta do dia 1° de abril, será acompanhada por uma massa de ar frio mais intensa, que deve diminuir as temperaturas também nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. “Nos pontos mais altos da serra catarinense pode ocorrer geada de fraca intensidade. No entanto, vale destacar que essa massa de ar frio não deve atingir áreas da metade norte, que seguem com temperaturas elevadas, calor e umidade”, afirma Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK, empresa de consultoria meteorológica.
Como a umidade do solo afeta a produtividade e as estratégias agrícolas no Brasil
O monitoramento da umidade do solo é essencial para a produtividade agrícola, influenciando diretamente o desenvolvimento das lavouras e a disponibilidade hídrica. A análise recente revela contrastes regionais que afetam importantes áreas produtoras do país.
No Centro-Oeste, os níveis de umidade permanecem elevados devido às chuvas frequentes, garantindo boas condições para o solo, embora variações possam impactar o setor agrícola. No Sudeste e Sul, há oscilações na umidade, com algumas regiões ainda apresentando boas condições, enquanto outras começam a registrar redução, o que pode exigir atenção redobrada no manejo do solo.
No Mato Grosso do Sul, a umidade varia entre moderada e baixa, especialmente no sul do estado, o que pode representar desafios para a produção. Já no Nordeste, a estiagem e os baixos índices de umidade dificultam o planejamento agrícola, aumentando a dependência de técnicas de irrigação e estratégias de mitigação dos impactos climáticos.
A umidade do solo influencia a temperatura e a ocorrência de chuvas, impactando diretamente a agricultura. “Solos secos aquecem mais rápido, intensificando o calor e reduzindo a disponibilidade hídrica, enquanto solos úmidos favorecem a criação de um microclima mais estável”, afirma Sassaki.
Acompanhamento agro: impactos climáticos nas lavouras
Com base nos dados do Boletim de Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras, emitido pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) em 24 de março de 2025, praticamente todas as áreas produtoras de milho e soja apresentam boas condições de umidade no solo para o desenvolvimento e progresso da safra. Apenas o noroeste do Paraná e o interior da Bahia apresentam baixa restrição hídrica para o milho da primeira e segunda safra, enquanto o interior do Rio Grande do Sul enfrenta restrição para áreas de soja.