Abril inicia com a passagem de uma massa de ar frio, considerada a mais intensa do ano até o momento, que poderá atingir o sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul. “A primeira semana de abril trará temperaturas abaixo da média no centro-sul devido à influência dessa frente fria. Contudo, esse resfriamento será temporário, e a partir do dia 7, as temperaturas voltarão a subir, mantendo-se acima da média a partir de 12 de abril“, afirma Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK, empresa brasileira de meteorologia.
Transição para o período seco no Brasil
Abril marca a transição para o período seco em várias regiões do Brasil. O Sul será a área mais afetada pelas chuvas, enquanto o Sudeste e Centro-Oeste enfrentarão uma redução das precipitações. Esse comportamento climático ocorre devido à neutralidade do fenômeno ENOS, o que significa que não estamos sob os efeitos do El Niño nem do La Niña. Assim, as chuvas serão mais concentradas no Sul e, em menor intensidade, no Norte, enquanto as outras regiões do país terão um clima mais seco.
As chuvas ficarão abaixo da média em grande parte do Sudeste, Goiás, Norte e Nordeste, devido à chegada do período seco. O Rio Grande do Sul, especialmente a região do Jacuí, terá um cenário mais desfavorável para chuvas em comparação com sua climatologia. Embora a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) possa gerar chuvas intensas no Norte do país, os volumes podem ser menores do que a média devido à retração das precipitações.
As incertezas sobre o posicionamento e a intensidade das chuvas aumentam devido às oscilações intrassazonais, como a Oscilação de Madden-Julian e a Oscilação Antártica. No entanto, há a possibilidade de intensificação das chuvas no Sul a partir da segunda quinzena de abril, com destaque para Santa Catarina, Paraná, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Expectativa para o final do mês
Na segunda metade de abril, outra massa de ar frio poderá atingir o Sul, mas sua influência será restrita à região. “Apesar dessas massas de ar mais significativas, o mês de abril terminará com temperaturas acima da média, pois as máximas extremas devem superar a climatologia. Na metade norte do Brasil, as temperaturas permanecerão estáveis, entre a média e levemente acima da média”,conclui Sassaki.