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Maio termina com chuvas abaixo da média na maior parte do Brasil | Previsão do Tempo - Tempo OK

O mês de maio chega ao fim com baixos volumes de chuva em grande parte do Brasil. Os maiores acumulados foram registrados entre o Paraná, o sul de Mato Grosso do Sul e o sul de São Paulo, onde os índices superaram pontualmente os 150 mm.

No extremo Norte do país, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favoreceu chuvas expressivas sobre o norte do Pará, Amapá, Roraima e norte do Amazonas. Já no Nordeste, os maiores volumes se concentraram no litoral de Pernambuco e da Paraíba.

Nas demais regiões brasileiras, maio foi marcado pela predominância do tempo seco, com pouca ou nenhuma ocorrência significativa de chuva ao longo do mês.

Figura 1: anomalia de precipitação (à esquerda), e média de precipitação (à direita).

Com relação às temperaturas, ocorreram alguns episódios de frio mais intenso, que alcançaram áreas da Região Norte, provocando friagem em Rondônia, Acre e sul do Amazonas, deixando as temperaturas máximas na casa dos 25°C em Rio Branco (AC). No dia 12 de junho houve registro de geadas em diversos pontos do centro-sul, inclusive em Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais. No Sul, houve registro de neve e chuva congelada na região de São Joaquim (SC) no dia 10, além de sincelo e geadas fortes.

No sábado, a porta-voz da Tempo OK – Meteorologia, Maria Clara Sassaki, conversou com a jornalista Luara Castilho, do SBT News, sobre a previsão do tempo para o fim de semana.


Oceano Pacífico aquece, mas intensidade do fenômeno El Niño ainda é incerta

O El Niño voltou ao centro das discussões climáticas globais após modelos meteorológicos internacionais indicarem alta probabilidade de formação do fenômeno entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a chance de desenvolvimento do evento até o fim deste ano chega a 98%.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento persistente das águas superficiais do Pacífico Equatorial, especialmente na região conhecida como Niño 3.4. Essa alteração interfere diretamente na circulação atmosférica global e modifica padrões de chuva, temperatura e vento em diferentes partes do planeta, incluindo o Brasil.

Em entrevista ao jornalista Jonatas Levi, do jornal O Globo, João Hackerott, CEO da Tempo OK – Meteorologia, comentou sobre o avanço do fenômeno e as incertezas em relação à sua intensidade.

Segundo o CEO, hoje existe consenso científico sobre a formação do El Niño, mas ainda não sobre sua intensidade final. Os próximos meses serão decisivos para entender até onde esse aquecimento do Pacífico pode avançar e quais serão os reflexos mais diretos no clima da América do Sul.

https://oglobo.globo.com/blogs/clima-extremo/noticia/2026/05/25/el-nino-avanca-no-pacifico-mas-cientistas-ainda-veem-incerteza-sobre-evento-extremo-entenda.ghtml


Previsão para o último fim de semana de maio

A chuva mais significativa deste período deve se concentrar entre os dias 29 e 30 de maio na Região Sul, com maiores volumes previstos para as bacias dos rios Jacuí, Uruguai e Iguaçu. Entre os dias 30 e 31 de maio, uma frente fria avança de forma mais enfraquecida em direção ao Sudeste, provocando chuva nas bacias dos rios Tietê e Grande.

Nas demais regiões do país, o predomínio será de tempo seco e temperaturas elevadas. No Nordeste, a persistência dos ventos mais intensos mantém um cenário favorável para a geração de energia eólica.

Entre os dias 2 e 7 de junho, o tempo seco continua predominando sobre as bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), dentro do padrão típico para esta época do ano. No dia 2 de junho, uma frente fria avança pela costa do Sudeste, mas a chuva deve ficar restrita às áreas litorâneas da região. Na retaguarda do sistema, uma massa de ar frio provoca queda nas temperaturas no Sul, no leste do Sudeste e também em Mato Grosso do Sul.

Já entre os dias 6 e 7 de junho, uma nova frente fria chega ao Sul do país, levando chuva principalmente ao Rio Grande do Sul. Apesar disso, os volumes previstos seguem baixos nas bacias da região. Enquanto isso, no Nordeste, os ventos continuam sendo o principal destaque, favorecendo novamente a geração de energia eólica.

Figura 2: chuva acumulada prevista (à esquerda), e temperatura máxima prevista (à direita). Fonte: modelos ECHRES e GFS00Z, respectivamente. Rodada: 28/05/2026

Sul do país terá trégua nas chuvas, mas nova queda de temperatura é esperada em junho

A tendência para os próximos dias indica enfraquecimento das chuvas sobre a Região Sul do Brasil, após os temporais registrados no início desta semana. Embora o tempo não fique completamente seco, os volumes previstos serão baixos, favorecendo a retomada do plantio e das atividades no campo. No oeste do Paraná, o retorno do calor deve contribuir para a redução da umidade do solo, o que favorece o retorno das atividades de campo. As temperaturas também voltam a subir em Mato Grosso do Sul e nas regiões oeste e norte de São Paulo ao longo da semana.

Apesar do aquecimento temporário, os primeiros dias de junho serão marcados por uma nova queda nas temperaturas no centro-sul do país. Até o momento, porém, não há risco de geadas e impactos significativos sobre áreas produtoras mais vulneráveis.

No leste do Nordeste, as precipitações previstas entre quinta-feira e sábado (30) devem beneficiar o desenvolvimento da cana-de-açúcar. No domingo (31), pancadas de chuva também podem atingir áreas produtoras de café no sul de Minas Gerais.