Os últimos dias de julho foram marcados por temporais e elevados acumulados de chuva na Região Sul, com diversos registros de transtornos. Áreas de instabilidade que atuam sobre o Sul do Brasil provocaram muita chuva no início desta semana. No domingo (28), temporais provocaram alagamentos, enxurradas e diversos prejuízos em pelo menos 19 municípios do norte e do noroeste do Rio Grande do Sul. Pontes ficaram submersas, comprometendo o acesso a diferentes localidades, além de registros de destelhamentos e residências alagadas.
Temporal com chuva intensa atingiu o Sul na manhã de quarta-feira (1º)
Um temporal com chuva intensa, ventos fortes e queda de granizo provocou estragos em municípios do norte do Rio Grande do Sul na manhã da quarta-feira (1º). As cidades de São José do Ouro e Machadinho registraram destelhamentos e danos em edificações. Em São José do Ouro, o temporal atingiu as comunidades de Cerro Azul e Linha Tanque por volta das 9h30. A força do vento destelhou casas e galpões, derrubou árvores e destruiu o silo de uma cooperativa.
No município de Machadinho, também foram registradas chuva intensa, queda de granizo e destelhamentos, reforçando o cenário de tempo severo que atinge o norte gaúcho nesta quarta-feira (1º).
Em Santa Catarina a atuação de fortes temporais entre a noite de terça-feira (30) e a manhã desta quarta-feira (1º) provocou transtornos em diversas cidades. Houve registro de queda de granizo com pedras do tamanho de bolas de golfe, alagamentos, deslizamentos, destelhamentos e danos à rede elétrica.
No Norte do estado, Jaraguá do Sul foi atingida por uma intensa tempestade de granizo, que causou danos em residências. Em Itaiópolis, ventos fortes, chuva intensa e granizo danificaram nove casas e galpões utilizados para o cultivo de tabaco e morango. Também foram registradas ocorrências de queda de árvores e postes de energia. Já em Balneário Barra do Sul, moradores também relataram queda de granizo.
No Vale do Itajaí, os temporais provocaram alagamentos e bloqueios de vias em Presidente Getúlio, além de queda de granizo. Em Blumenau, a chuva ocasionou deslizamentos de terra e o desabamento de um muro. Em Ibirama, um centro de educação infantil foi alagado, levando ao cancelamento das aulas nesta quarta-feira.
Em Brusque, a Defesa Civil atendeu nove ocorrências relacionadas a alagamentos em ruas e residências durante a madrugada. Desde o último domingo (28), o município acumula cerca de 120 mm de chuva, e o nível do Rio Itajaí-Mirim segue em elevação, mantendo o risco para novos transtornos.
Os temporais que atingiram o Sul do Brasil também foram tema da entrevista da porta-voz da Tempo OK – Meteorologia, Maria Clara Sassaki, ao jornalista Felipe Vieira, da BAND – Grupo Bandeirantes de Comunicação. A especialista explicou os fatores que favoreceram a formação das tempestades e comentou sobre a persistência das instabilidades na região, ressaltando a importância do monitoramento contínuo para apoiar a tomada de decisão diante de eventos meteorológicos de maior intensidade.
Confira a matéria: https://www.youtube.com/watch?v=N3M57YfpVrI
Diante da persistência das instabilidades, está mantido o alerta para o risco dos temporais ao longo desta quinta-feira (02), com risco de chuva intensa, rajadas de vento, granizo e novos impactos em diferentes regiões do estado.
Queimadas aumentam na metade norte do Brasil
Enquanto a Região Sul enfrenta temporais e elevados acumulados de chuva, os estados da metade norte do Brasil já começam a sentir os impactos do avanço das queimadas. O monitoramento realizado pela Tempo OK identificou diversos focos de incêndio distribuídos entre o norte de Mato Grosso, Tocantins, oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí, além de áreas do leste e sul do Pará.
O cenário preocupa especialmente os produtores rurais dessas regiões, uma vez que os ventos de intensidade moderada favorecem a propagação do fogo, transportando as fagulhas e materiais incandescentes para novas áreas. Esse comportamento contribui para o surgimento de novos focos de incêndio, amplia a área afetada e dificulta significativamente as ações de combate e controle das queimadas.

Tornado com ventos de até 200 km/h causa estragos em Reserva, no Paraná
O município de Reserva, nos Campos Gerais do Paraná, foi atingido por um tornado na noite do último domingo (28). O fenômeno foi classificado como F2 na Escala Fujita, com ventos estimados em até 200 km/h.
O tornado atingiu a comunidade rural de Imbu, onde vivem cerca de 130 pessoas. A força dos ventos arrancou telhados, derrubou árvores, danificou veículos e provocou prejuízos em diversas residências.
Tornados classificados como F2 apresentam ventos entre 180 km/h e 253 km/h, com potencial para causar danos significativos, como destruição parcial de edificações, árvores arrancadas pela raiz e o arremesso de objetos a grandes distâncias.

Onda de calor histórica provoca impactos à saúde e risco de incêndios na Europa
A Europa enfrenta uma das mais intensas ondas de calor já registradas no continente. Nos últimos dias, diversos países bateram recordes de temperatura para o mês de junho e autoridades ampliaram os alertas devido aos impactos sobre a saúde da população, a infraestrutura e o risco de incêndios florestais.
O calor extremo tem sido provocado pela atuação de um bloqueio atmosférico do tipo ômega, persistente, que impede o avanço de sistemas meteorológicos e favorece a elevação das temperaturas na superfície.
A intensidade da onda de calor tem resultado em marcas históricas em diversos países. Na França, o indicador térmico nacional (calculado a partir da média entre as temperaturas máximas e mínimas registradas em 30 estações meteorológicas de referência) atingiu 29,8°C, estabelecendo um novo recorde e superando em 0,4°C a maior marca anterior, observada durante as ondas de calor de 2003 e 2019. Já na Espanha, a agência meteorológica nacional informou que o primeiro semestre de 2026 foi o mais quente desde o início dos registros, com temperatura média 1,6°C acima da normal climatológica.
Além dos recordes meteorológicos, a onda de calor tem provocado impactos significativos. Escolas foram fechadas, eventos ao ar livre foram cancelados, rodovias sofreram deformações devido ao calor intenso e hospitais registraram aumento na procura por atendimentos relacionados ao estresse térmico. O risco de incêndios florestais também aumentou em diversas regiões, especialmente em áreas com baixa umidade relativa do ar.
E a tendência para os próximos dias é de persistência deste cenário. O ar seco continua atuando até pelo menos o início da semana que vem e há condições para máximas semelhantes às que já foram registradas. Os países mais quentes nos próximos dias serão Portugal, Espanha e França.
Na segunda-feira (29), Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK – Meteorologia, conversou sobre isso com a jornalista Lívia Zanolini, no SBT News. Em várias regiões, os termômetros ultrapassam os 40°C, provocando interrupções no transporte, fechamento de escolas, sobrecarga nos sistemas de saúde e recordes históricos de temperatura.
Confira a matéria completa: https://www.youtube.com/watch?v=SZ7N3RuIHiM
El Niño entra no radar do setor elétrico
O setor elétrico brasileiro passa a incorporar uma nova variável relevante em seu horizonte de acompanhamento: o El Niño, confirmado pela NOAA em 11 de junho. O fenômeno marca o início de um novo ciclo de alterações no sistema climático global, com potencial de impacto direto sobre regimes de chuva, temperaturas, geração de energia renovável e formação de preços no setor elétrico.
As projeções da NOAA indicam cerca de 63% de probabilidade de que o evento atinja intensidade muito forte entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os episódios mais severos desde o início das medições modernas, na década de 1950.
No Brasil, os impactos seguem padrões conhecidos com chuvas acima da média no Sul, menor precipitação no Norte e Nordeste e temperaturas elevadas em grande parte do país. Esse cenário tende a aumentar a incerteza hidrológica e deixar os preços de energia mais sensíveis.
Para o sistema elétrico, o El Niño pode elevar a geração hídrica no Sul, pressionar a demanda por energia devido ao calor e afetar a recuperação de reservatórios no Norte. O tema foi analisado pelo CEO da Tempo OK – Meteorologia, João Hackerott, em artigo publicado na CNN Brasil.
Confira a matéria completa: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/o-proximo-domino-do-tempo/
Previsão de retorno do frio para o Sudeste e em parte do Centro-Oeste
Acreditamos que os próximos cinco dias tenham pouca chuva na maior parte do Brasil. Os maiores acumulados ficam concentrados no Sul, devido à passagem de uma frente fria pelo oceano. A partir de sexta-feira (03), uma massa de ar frio avança pelo Sul e diminui as temperaturas, com risco para geadas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O vento muda de direção e o frio retorna para Sudeste, em parte do Centro-Oeste e deve atingir também Rondônia e Acre. Será um evento de curta duração, que já perde força no domingo (05).
Entre o Sudeste, o Centro-Oeste e o interior do Nordeste, o predomínio de uma massa de ar seco mantém o tempo firme e favorece a elevação das temperaturas na semana que vem, com risco para novos focos de queimadas, especialmente no Tocantins, norte de Mato Grosso e oeste da Bahia.
No litoral leste do Nordeste, a circulação de ventos úmidos do mar favorece as instabilidades durante este fim de semana. Tem alerta de chuva volumosa no litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, inclusive com potencial para transtornos em Natal e em João Pessoa.

Entre os dias 06 e 11 de julho, o ar seco de inverno ganha força e garante o tempo estável em grande parte do Brasil. Esse padrão só muda no Sul a partir do dia 10, com a chegada de uma frente fria que provocará chuva fraca na região. Logo em seguida, o avanço de uma forte massa de ar frio vai baixar mais as temperaturas no Sul e também no sul de Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul e leste de Minas Gerais.

As projeções climáticas para julho também foram destaque na Globo Rural, com análises dos meteorologistas Celso Luís de Oliveira Filho e Sabrina Maria Custodio, da Tempo OK. Na reportagem, os especialistas detalharam a expectativa de novas massas de ar frio e de chuvas acima da média em parte do Centro-Sul, além dos impactos do fortalecimento do El Niño sobre o padrão climático esperado para o mês.
Confira a matéria completa: https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/mais-frio-e-chuva-acima-da-media-saiba-como-sera-o-clima-no-brasil-em-julho.ghtm